Montado na Bala (2004)

 



Quando se trata de Stephen King, o telespectador entende de forma plena todos os métodos de criação. Sua marca registrada, no horror, terror, suspense, tem sua própria identidade, causando certo entendimento quando se assiste algo baseado em seus livros. King talvez seja o escritor com mais produções cinematográficas existente. Quase todos os seus livros viraram filmes. Quase todos os filmes, senão todos, tem essa marca. Esse carisma em transformar o absurdo em algo que transcende até mesmo aqueles que não conhece nadinha da sua obra. 



Montado na Bala, caminha na mesmice (não que isso seja ruim), onde todos os traços dos personagens e do enredo parece ser lapidado para tal fato ocorrer. 

O filme navega na vida de Alan Parker (Jonathan Jackson), um jovem estudante de artes que tem um fascínio pela morte. Depois de uma tentativa falha de suicídio, o término do seu relacionamento e perder o grande show da sua vida (John Lennon & Yoko) , pelo fato de sua mãe ter adoecido, Alan decide visitar a mãe, pressente que o pior pudera acontecer. Em meio aos anos sessenta, no movimento hippie, ele vai de carona em carona para chegar ao seu destino. Aí que começa na verdade as alucinações de Alan, sempre imaginando o pior cenário possível em cada carona que pega. 




Stephen King sabe muito bem torcer, retorcer e alimentar momentos triviais, onde pode-se ver essa mesmice tão sábia do escritor em Montado na Bala. 

Numa viagem que parece não acabar nunca, Alan, encontra com a morte várias vezes, num transe onde não se sabe o que é real ou apenas fruto da imaginação do protagonista. Montado na Bala faz referencia a um trauma de infância de Alan, onde a montanha russo Bullet, que o garoto, andou, (Ou apenas imaginou) gerou traumas irreparáveis.

O filme soa de baixo orçamento, com poucas porém certeiros efeitos especiais, destacando Jonathan Jackson, numa atuação ímpeto e também David Arquette, um caroneiro emblemático e divertido. 




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