CRÔNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA

 




Crônica de uma morte anunciada (1981)

Gabriel Garcia Marquez

 

Gabriel Garcia Marquez talvez seja o maior escritor de romances de seu tempo, sendo considerado um dos autores mais importantes do século XX.

Jornalista, ativista e político colombiano, Marquez escreveu romances explêndidos, aclamados pela crítica e público nos quatro cantos do planeta. Cem Anos De Solidão de 1967 é considerado por muitos o maior romance do século XX, seguido de O Amor nos Tempos de Cólera, de 1985, onde também alcançou o ápice dos ápices em sua jornada literária.

Em meio a esse período, precisamente em 1981, Marquez surpreende o público com Crônica de Uma Morte Anunciada, onde a ficção e realidade, se misturam numa trama seminal. O livro trata de contar a morte de Santiago Nasar, pelos irmãos Vicario, numa narrativa de cronologia caótica, (não linear), o autor conta em segunda pessoa os fatos que levaram a morte de Santiago. O interessante é que como o próprio nome do livro sugere, já sabemos que Santiago está morto e também quem o matou desde as primeiras paginas. O foco são os fatores que levaram a sua morte e principalmente sobre a população da pequena cidade em não fazer nada para impedir tal tragédia. Focada numa realidade da época, em que o típico bordão "cachorro que late não morde", a população dividida entre um "eu avisei" e outro "não imaginaria que fosse possível", as consequências típicas de cidades interioranas numa época onde a lei e a honra misturando-se resultava em ódio e vingança. Em lugares onde a simplicidade e os pés descalços tomavam conta do ambiente, Marquez se esvai transformando realidade de tempos "honrosos", com a ficção esbanjando curiosidade, mesmo o leitor já sabendo do trágico final.

 

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