Umma



 


Umma (2022)


Iris K. Shim


 


Eis aqui mais um filme de terror que segue o ritmo e a vibração dos filmes japoneses do início dos anos 2000, onde obras como O Grito e O Chamado, reinventaram o terror com sustos e mais sustos.


Umma é um filme onde a diretora Iris K. Shim, quis trazer uma experiência pessoal e cultural para a obra. Em algumas entrevistas, Iris chegou a dizer que o filme tem muito de sua própria vida. Como uma coreana vivendo nos Estados Unidos, como mulher, mostrando duas imagens de filhas, os conflitos de gerações e a quebra de grandes tabus em famílias conservadoras.


Amanda (Sandra Oh) e sua filha (Fivel Stewart), vivem uma vida tranquila em uma fazenda no interior dos Estados Unidos. Quando o tio de Amanda, vem da Coreia para trazer as cinzas de sua falecida mãe, coisas sobrenaturais começam a sobrevir e Amanda percebe que está se tornando quem ela menos queria, sua própria mãe.


Inicialmente podemos perceber a ótima premissa na obra, onde podemos ver assuntos como a importância para alguns em preservar antigos costumes, relações entre mãe e filha, manipulação de uma mãe narcisista, traumas e superstições, onde num errôneo gênero toda a sutileza de um ótimo roteiro, acaba se perdendo em poucas emoções.


Sandra Oh (Grey 's Anatomy) com uma bagagem de sucesso em seu currículo, tem a ter atuações medianas, que acredito com toda a sinceridade, seja por causa de uma direção introspectiva.


A verdade é que, seguindo a proposta de clássicos como O grito e O Chamado (toda a ambientação se tem muitas referências desses filmes) Umma é uma obra com momentos de tensão tão previsíveis que não cumprem sua função, o filme se torna inocente, pacato e entediante.


 


 


Nota: 3 estrelas


Destaque: Roteiro.


 


 

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