Uma nova vida.
Na volta para casa, Robert se sentia bem. Uma boa ação. O jovem não entendeu o que acontecera. Pareceu confuso.
Robert estava pleno que seus dias de caça haviam acabado. Poderia viver a vida de salvação. Acreditara que estava livre da fome por humanos e do desejo de caçar. Agora poderia voltar à igreja e tentar ser uma pessoa normal, que algumas vezes a sua mente ferrada desejava que fosse. Acomodou-se no assento do ônibus tentando ficar confortável. Com um sorriso leve, afirmava para si mesmo que essa escolha foi a melhor que pôde fazer.
— Foi uma coisa natural. A primeira vez que senti essa culpa. — disse.
Continuou a pensar e pensar sobre o tal feito daquela noite. Cada vez mais se conformava que fora o melhor a ser feito. Sempre afirmando positivamente com a cabeça para cada pensamento a respeito daquela noite.
O ônibus chega a seu destino. Robert desce, com as mãos nos bolsos, segue de volta para sua casa. Passa em frente ao bar do Joe. Estava aberto.
“Vou celebrar essa noite. Mas como uma aposentadoria da caça”. — pensou.
Entrou no bar. Tinha apenas algumas pessoas. Poucas.
Cumprimentou Joe, pediu uma cerveja e uma dose. Ergueu a dose em forma de celebração e falou baixinho para si mesmo:
— Um brinde a uma nova vida.
Enfiou goela abaixo. Deu um gole na cerveja. Prestou atenção na tevê ligada. Falava do sumiço de Roxanne. Nada ainda. A família desesperada e oferecendo uma bela recompensa pelo paradeiro da jovem. Robert balançou a cabeça de forma negativa e disse para Joe:
— Nunca mais acharão essa jovem.
— Porque acha isso? — Joe.
— Devem ter sido os europeus. Tráfico de órgãos. — Robert.
— Faz sentido... Também não faz! Mas é provável. — Joe
Joe parou por um instante, pensou algo e disse:
— Pode ter sido um serial killer. Nessa década o que teve deles aparecendo... — Joe falou pensativo, lembrando-se do caso Bundy.
Robert estalou os olhos. Incomodado disse:
— Mas Bundy está preso.
— Quis dizer Bundy, mas não disse que era ele. Só foi uma referência. — concluiu Joe.
Robert achou melhor concordar apenas. Afirmando, balançando a cabeça para cima e para baixo.
Bebeu sua cerveja, pagou e foi embora.
Um mês se passara do episódio entre o jovem e Robert. O homem estava convicto de sua aposentadoria.
Realizara seu sonho utópico aonde chegava a casa com compras normais, e preparava um belo pernil assado aos domingos. Estava indo bem. Ia à igreja aos domingos de manhã, fizera amizades lá, com umas beatas entusiasmadas com o novato em seus ciclos de orações. Elas ensinavam a Robert o hinário da capela.
Estava realmente levando uma nova vida. Rezando toda noite antes de dormir. Todas às vezes ele chorava, muito arrependido. Parou com a fluoxetina. Não delirava mais, porém tinha problemas para dormir. A noite era solitária, acordava várias vezes aos sustos, por pesadelos causados por lembranças dos rostos de suas vítimas. Algumas implorando para viver, outras conversando com ele, mesmo depois de mortas, sorriam...
Robert estava disposto a superar. Resolveu fazer uma pequena viagem. Um acampamento com as beatas da igreja.
Então, sendo assim, foi acampar no fim de semana.
Chegando a casa, Robert sentiu que o acampamento lhe fizera bem. Respirou ar puro em espaços abertos, orou, chorou, sorriu.
Estava pleno mais uma vez. A sua vida mudara.
Abriu a porta da casa, pensando em fazer frango frito igual aos da rede de fast food.
“Típico”. . — pensou.
Sentou-se no sofá para tirar os sapatos, quando ouviu um barulho no quarto. Não se incomodou.
Outro barulho.
Robert olhou para a direção por uns segundos. Levantou-se e foi até lá.
Quando abriu a porta do quarto, não acreditou no que viu...
Meg.
Estava deitada nua em sua cama.
— Eu voltei. — disse Meg.
— Você o quê?
— Voltei e trouxe um presente. Olhe lá no freezer. — disse Meg.
— Não pode ser... — Robert inconformado.
Desceu até o freezer. La estava o corpo do jovem rapaz, em porções separadas, do jeito que Robert planejara fazer.
— Não pode ser! — gritou Robert.
Fica olhando aquilo por um tempo, quando Meg chega por trás, o abraça e pega em seu pênis por cima da calça, acariciando-o.
— Como eu disse, sei tudo sobre você. Todos os seus pensamentos. — disse Meg com uma voz doce.
Robert parou por um instante. Sentiu Meg desabotoar sua cinta.
Virou-se. Olhou bem para Meg.
Escorreu saliva entre seus lábios. Engoliu.
Olhou bem nos olhos da moça... Aqueles lindos olhos verdes.
Robert a beijou insanamente.
Fim.
.jpeg)
Comentários
Postar um comentário