Até onde podemos dizer que o clichê e a mesmice faz o gênero terror se tornar desgastado? Até onde podemos imaginar e reimaginar tantos elementos para poder sempre fazer renascer esse gênero tao amado por cinéfilos no mundo inteiro?
Particularmente, afirmo que nos últimos anos, os filmes de terror tem se empenhado cada vez mais e se posicionando de forma ousada, tentando não deixar morrer esse gênero.
Filmes como Terrifier, que pouco tem de original e muito de homenagens aos estilos e sub estilos do gênero, vem segurando a bronca com maestria. Barbarian, se reinventando como um slasher distinto, e por último Longless, onde Nicolas Cage de fato insere arte pra valer em sua atuação. Fato é que Steve Soderbergh, nos deu um baita presente em se tratando de Presença. O gênio por trás do icônico, Sexo, Mentiras e Videotape, nos leva a uma historia comum, de pessoas comuns, vivendo em uma casa comum, mas com um pequeno diferencial. Tudo isso aos olhos de um espírito que habita a casa, numa espécie de found footage, sendo a única câmera, com único foco, de forma bem estilo, câmera na mão. A história se esvai, de uma família normal, onde a filha do casal, Chloe (Callina Liang) passa por momentos depressivos e dias de luto por ter perdido sua amiga pelas drogas. A câmera (espírito), perambula pela casa, ouvindo as conversas da família, mas algo chama atenção em Chloe, onde o próprio telespectador se confunde e talvez se deixe enganar sobre os reais motivos que o espírito tem.
Talvez nem caiba classificar Presença como terror, porém o que se tem em todos os seus aspectos, entende-se que posso sim ser um suspense de altíssima qualidade, onde vemos uma forma simples de fazer filme, mas com uma criatividade e empenho inigualável.

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